Durante décadas, empresas acreditaram que alcançar bons resultados em uma feira corporativa significava ter o maior stand, a melhor localização ou a estrutura mais impressionante.
Hoje podemos afirmar com convicção que nenhuma dessas variáveis é suficiente, o recurso mais escasso dentro de um evento não é a área total disponível, mas a captação da atenção do público qualificado.
Num único dia de feira, um visitante pode passar por dezenas de expositores, conversar com fornecedores, assistir palestras e receber uma enorme quantidade de estímulos visuais, devido a isso, em algum momento, o cérebro simplesmente começa a descartar informações (bits) para economizar energia.
É exatamente nesse momento que a neurociência, a economia comportamental e o marketing sensorial deixam de ser conceitos acadêmicos e passam a ser ferramentas extremamente práticas para eventos corporativos.
O cérebro decide antes da razão participar
Daniel Kahneman demonstrou que nosso cérebro opera através de dois sistemas de decisão, o Sistema 1 que é rápido, intuitivo e emocional, e o Sistema 2 que é racional, analítico e deliberativo, sendo o sistema 1 responsável por 95% das tomadas de decisão.
Antes de ouvir o pitch comercial, o visitante já decidiu se a marca transmite confiança, segurança, familiaridade e se vale a pena investir tempo em uma conversa. Na prática, isso significa que empresas não competem por espaço, mas pela atenção limitada do cérebro humano.
Priming, Nudge e Economia Comportamental
Poucas pessoas percebem, mas praticamente toda interação em um evento é influenciada pelo ambiente, a neurociência chama isso de Priming.
Uma fragrância agradável e propositiva estimula a emoção e desperta marcadores somáticos no cérebro, que trazem conexão e familiaridade, um carrinho de sorvetes nos leva a nostalgia de bons momentos em família na infância, um sabor criado para ser irresistível e impactar, o toque em uma extensão da marca que passa a ser sua e o music branding, alteram a forma como o cérebro interpreta e se relaciona com uma marca.
Da mesma forma pequenos ajustes no ambiente podem aumentar drasticamente a probabilidade de interação, esse conceito é conhecido como Nudge, ou arquitetura da escolha.
A posição do carrinho, o fluxo do stand, a localização do QR Code e até a forma como os promotores se posicionam influenciam o comportamento. Pequenos estímulos podem gerar grandes diferenças nos resultados.
O futuro dos stands está na experiência, não na exposição
Se 95% das decisões são intuitivas, inconscientes e emocionais, uma ativação que não gera experiência estimulando os 05 sentidos do corpo humano, não é eficaz
Experiência gera impacto emocional com o relacionamento entre marca e consumidor. Através da emoção e de insumos alimentares, neurotransmissores são liberados no organismo (intestino e cérebro) e são eles os responsáveis pela conexão entre neurônios (sinapses), onde são gerados novos aprendizados e memórias.
É por isso que as melhores ideias para ativações em stands são as mais intencionais e propositivas, que levam o marketing sensorial a sério, que estimulam os 05 sentidos em sinergia, acionando o sistema límbico do cérebro e gerando memória de marca.
O papel da memória episódica na construção das marcas
Nosso cérebro possui diferentes sistemas de memória, mas existe um particularmente importante para eventos: a memória episódica. Ela é responsável por armazenar experiências vividas, guarda histórias, emoções, contextos e sensações.
É a memória que faz alguém lembrar do momento em que conheceu uma marca, participou de uma ativação ou viveu uma experiência diferente durante uma feira. Por isso, eventos corporativos não deveriam ser desenhados apenas para transmitir informação, mas para criar episódios memoráveis.
Como a Sodéli aplica esses conceitos em eventos corporativos
Na prática, conceitos como economia da atenção, priming, nudge, memória episódica, marketing olfativo e marketing de experiência deixam de ser apenas teoria quando são transformados em decisões estratégicas dentro do evento.
Na Sodéli, cada ativação é construída a partir de uma pergunta simples:
o que queremos que as pessoas sintam quando entrarem em contato com essa marca?
A resposta para essa pergunta orienta todas as etapas do projeto:
- o desenvolvimento dos sabores através da engenharia alimentar;
- a construção das embalagens e elementos visuais;
- o posicionamento do carrinho dentro do fluxo do evento;
- a utilização de aromas para reforçar associações emocionais;
- a criação de pontos de interação e captação de leads;
- a definição da experiência que será vivida pelo visitante.
Porque, no final, as pessoas raramente se lembram de apresentações comerciais, folders, brindes ou argumentos técnicos, elas se lembram do que sentiram, do momento em que a marca deixou de ser apenas uma empresa e se transformou em uma experiência. É exatamente nesse espaço entre percepção, emoção e memória que a Sodéli trabalha.
Quer transformar seu próximo evento em uma experiência capaz de gerar conexão, memória e resultado?
Entre em contato com a equipe da Sodéli e descubra como construir uma ativação pensada para a sua marca.
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